Perdim-me entre as brêtemas do coraçom e as árvores da razom...

Para que enganar-nos

Agradecimientos a Além por su labor vanguardista en el ámbito lingüístico.

Versión traducida al castellano: artigo.pdf

Temos um mau governo e uma pior oposição oficial. O desordem, a improvisação, a dialética barata, a demagogia democrática, a contínua fraude, o caos do sistema, levam-nos à conclusão de que tudo responde aos interesses duns poucos sem podermos fazer nada para mudar as cousas. Há gente que sofre na miséria, que passa fome, que dorme na rua. Há gente que não pode conseguir o seu primeiro trabalho, que está no paro. Há gente que sofre as indiferenças das leis e, o que é pior, da sociedade.

O Estado mal-gasta dinheiro em obras absurdas como o AVE, financia empresas e bancos privados enquanto permite que aquelas fontes de riqueza para a sociedade, aqueles serviços básicos e necessários para o Estado do bem-estar, recaiam cada dia mais em empresas e sociedades de capital privado, estrangeiro ou nacional. Políticas que apenas conduzem à ruína do Estado e, por conseguinte, à ruína dos seus cidadãos, para alguns privilegiados manterem a sua posição e o seu poder.

Os que diziam defender a democracia são os mesmos que estes dias saem nos periódicos acusados de malversação, de estafa, de roubo. A igualdade de oportunidades não é real, porque já não faz parte da teoria.

Os intelectuais, que há anos escreviam e assinavam manifestos, que há anos se enfrentavam às forças policiais nas ruas, agora calam. Alguns estão colocados em meios e organismos importantes, cobrando polo seu silêncio ou polas suas palavras.

O idioma que deveria unir-nos como um coletivo cultural provoca cargas policiais idênticas às de há trinta ou quarenta anos. Os mesmos juízes que se negam a aplicar a lei quando não estão de acordo com ela são os que pressionam o Governo com greves por dinheiro e os mesmos que decidem quem pode jogar ao jogo da oligarquia e quem não, ilegalizando partidos é associações com cerca de cem anos de história, privando milhares de cidadãos do seu direito a voto, do seu direito a representação.

Pola sua vez, o sectarismo sempre residente na dialética esquerdista chegou a tal grado de expansão que não podo fazer senão entristecer-me perante a carência de diálogo e acordo que professam os diferentes colectivos.

Os partidos políticos oficiais eliminaram com as suas palavras, mas sobretudo com as suas ações, o sonho de toda possibilidade de câmbio. Os sindicatos sentam nos despachos com a patronal e com os responsáveis do Governo a gabar reciprocamente as suas ações enquanto assinam despedimentos em massa, eliminam direitos laboráveis ganhos com a suor e o sangre de muitos cidadãos. Há tempo que deixaram de proteger, não apenas os seus afiliados, mas o coletivo de los trabalhadores, para passar a fazer parte da maquinaria repressora e exploradora do Estado e do capital.

Pouco e pouco, as cadeias que teriam agachado sob o brilhante nome da democracia foram recuperando a sua verdadeira imagem. Vivemos num sistema político que foi constituído para defender os interesses duna minoria da população, uma minoria poderosa e rica. Um Estado onde os direitos de sangre não são apenas respeitados mas protegidos. Um Estado onde a discrepância é paga com a difamação, com a marginação e com a fraude eleitoral. Se mesmo assim te empenhas em molestar, não te preocupes: logo serás um coletivo ilegal e mal visto pola sociedade, graças aos meios de comunicação livres, mesmos meios que são capazes de, no século XXI, pôr as mesmas putas notícias contadas praticamente igual cada dia. O que se passa? Não há mais notícias no mundo? Ou é que se põem de acordo para pôr o mesmo ou é que a realidade é o que sai num canal de televisão, porque não deve haver nada além.

Para que enganar-nos, as cousas estão mal e, se permitirmos que siga esta dinâmica, cedo estarão pior. Os jovens sentimo-nos perdidos, desiludidos, cansos e, sobretudo zangados com a realidade que nos rodea. Vemos como gente muito menos pronta do que nós atingiu um nível de vida que nós nunca teremos como coletivo. Na atualidade os nossos companheiros que remataram a carreira, trabalham -aqueles que conseguem trabalho- em condições precárias por setezentos euros nuns empregos dos quais não gostam e que não lhes permitem fazer outra cousa. Aqueles que dão atingido os mil euros são considerados afortunados e isso é ao qual, por desgraça, aspiramos. Se eles estão mal, imaginemos como estaremos nós, que agora ainda estamos a estudar.

A maioria de nós pertence à denominada classe média, mas devemos deixar de enganar-nos. A classe média é uma mentira, uma ilusão sobre a qual se sustentou um sistema injusto. Os nossos avós foram camponeses, pescadores ou operários; os nossos pais foram atrás deles ou, no melhor dos casos, puderam aceder a estudos superiores num momento muito concreto e que dificilmente se voltará a repetir. Estudaram, acharam trabalho e ascenderam laboral e socialmente, compraram um carro, um apartamento e viram como o país crescia. Nós somos os filhos. Vivemos uma vida que não se corresponde com a realidade, "tivemos as cousas fáceis", como sempre nos lembram os velhos e, ao mesmo tempo, somos os mais prejudicados. Nascemos com possibilidades, crescemos com luxos e com ideias que acarretavam um futuro esperançoso e, ao mesmo tempo que nos convertemos em adultos, fomos descobrindo que o mundo dos nossos pais não existe, que já não fazemos parte da classe média, que somos pobres, dependentes e que, por cima de tudo, a sociedade nem confia nem aposta por nós. Não lhe interessamos excepto para nos explorar.

Como já dixem, fomos encolhendo-nos pouco a pouco até o maior dos conformismos. Deixámos a política em mãos de ladrões profissionais porque não fomos capazes de mudar nada. Deixámos de nos organizar porque não vimos nisso mais que uma perda de tempo. Nos encolhemos os ombros cada vez que os nossos sonhos se desfaziam mesmo antes de os sussurrar e chegámos ao ponto crítico de nos resignarmos e acatarmos o que nos vem acima. Deixámos de sonhar, vivemos para estudar, conseguir um trabalho e passar o tempo a contemplar como se esfuma o tempo. Não temos aspirações nem ânimo para empreender nenhuma ação coletiva. Não somos um grupo com coesão. Deixámo-nos corromper tanto polos ideais do capitalismo que apenas confiamos naquelas pessoas que conhecemos. Quando vemos una injustiça miramos para outro lado, esperando que isso não nos aconteça a nós, porque estamos certos de ninguém nos ajudar.

Contemplamos com desilusão e até certo ponto indiferença como os partidos políticos se corrompem, como os sindicatos deixam de servir o seu objetivo passando a ser uma ferramenta mais da exploração. Não nos interessamos pola política nem pola filosofia, esperando que as decisões doutros não nos prejudiquem, mas foram essas decisões que não criticámos, que não discutimos por ignorância e desleixo que nos trouxeram a este ponto.

Tentamos desesperados manter-nos à margem de tudo, mas no fundo estamos cientes desde a nossa resignação de ser impossível. Quando todo afunde nós somos os primeiros em afogar.

Perguntaredes-me o que é que se pode fazer. Decidir entre morrer de fome ou aceitar a escravidão não é uma opção para nós, ou isso cremos. Bom, eu não sei a resposta a essa pergunta, mas sei que resignândomo-nos e assumíndomos os erros doutrem, assumíndomos desde a infância os dogmas dos nossos velhos, não amanhamos nada.

Temos claro que as cousas têm de mudar. Sem necessidade de representação política, líderes ou decisões centralizadas; apenas nos nossos corações, apenas o nosso pensamento, a nossa crítica e a nossa rebeldia chegam.Apenas temos de começar a pensar, a olhar o que nos rodea, julgá-lo com os nossos olhos. Os dogmas impostos cairão polo próprio peso como caíram ao longo de toda a História, como tantos que deitámos já sem nos decatar, unicamente com as nossas ações quotidianas.

Devemos ser os estudantes, por sermos dos mais prejudicados, por sermos quem temos todo o futuro por diante, quem devemos começar o câmbio. Somos nós quem, tentando abrir-nos passo na sociedade, devemos empurrar e não ser empurrados por esta. Somos nós e os que virão atrás de nós que constituímos a esperança da sociedade e, portanto, que temos de tomar a palavra polo nosso próprio bem e polo de todos.

Devemos fazer de cada escola una barricada, de cada liceu uma trincheira e de cada universidade um fortim, pois é ali onde se encontra a nossa força e a nossa união. Por isso o primeiro passo para mudar as cousas é defender e melhorar o que já temos, por isso devemos informar-nos, pensar por nos próprios e tirar uma conclusão própria sobre os processos que atualmente atravessam o ensino no nosso país. Porque se deixamos que a Universidade caia nas suas mãos já não nos restará nada.

A Universidade deve ser um lugar onde nos formar para o futuro laboral mas, sobretudo, onde nos formar como pessoas, onde pensarmos, onde aprendermos e onde criarmos ideias. A Universidade deve ser o lugar desde o qual se decida a direção que deve tomar a sociedade e é aí onde começa a nossa tarefa, onde começa a nossa guerra.

Esperança é uma palavra que apenas sai nos dicionários.

23 comentarios:

AntonioIglesias dijo...

Joder que serio. Para bien o para mal estoy de acuerdo contigo. Por cierto prefiero la versión en castellano porque me resulta mas sencillo leerla.

Se agradece.

Anárion dijo...

Coma defensor acérrimo do galego que son, considero que este texto en portugués (si iso é portugués mirelo por onde o mires) ten bastante razón en moitas cousas pero tal como di AntonioIglesias faise dificil de ler (eu polo menos non acostumo a ler en portugués, e custame enteder este tipo de textos lusistas). De calquera xeito o importante e o fondo non a forma pero procura non poñer os textos asi porque se fan máis dificiles de ler para a maioría dos que te lemos.

Saudos.

L. Celeiro dijo...

O primeiro e ainda que non deberia ser eu quen dixera isto, este texto encóntrase en galego da Galiza, ainda que deba reconhecer que pode ser algo vangardista. Claramente non é o normativo pero que algo sexa normativo ou legal non implica que sexa o correcto.

Anónimo dijo...

Totalmente de acuerdo.

Revolucionario dijo...

El texto está bien pero no propones ninguna alternativa.

Anónimo dijo...

Coincido, el texto está de puta madre pero al no proponer ninguna alternativa de acción o de organización se queda como cojo.

Akrata dijo...

No lo habeis entendido. No tiene porqué proponer nada, simplemente nos comenta como cree que están las cosas. Ahora, la respuesta debe ser decidida por cada uno. Algunos decidirán quedarse en casa, otros salir a las calles, otros apoyar el sistema actual.

No podeis pretender que siempre os estén guiando. A ver si pesais un poco por vosotros mismos.

Bolchevique dijo...

Sin organización no se puede llegar muy lejos. No creo que los anarquistas podais seguir pensando que la gente porque sí va a salir a la calle y protestar. Es necesario una organización que la movilice.

L. Celeiro dijo...

Vamos a ver, el "acrata" tiene razón.

No pretendo enseñar el camino a nadie, ni organizar nada, ni dirigir ni mandar ni nada de eso. Sólo relato como me parecen que están las cosas.

Si quereis llamarlo de alguna manera podeis decir que "despierto conciencias" luego cada uno debe pensar que hacer ante esta situación.

Libertario dijo...

No se puede obligar a la gente a nada, incluso aunque creas que tienes razón y es lo mejor para ellos. Si son tontos o no razonan pues mala suerte.

Nadie alcanza la libertad de forma obligada. Debe ser una decisión propia e individual.

A do outro lado da xanela dijo...

Unha ollada refelxiva ao que hai... non é tarefa dun só propoñer cambios, senón de todos... ou imos seguir como aa agora, agardando a que alguén faga o que deberiamos faver os mais?

E sen ánimo de nada, dicir que, como dixo Anarion, para min este texto está en portugués, non en galego vanguardista nin farrapos de gaita... para min o único e verdadeiro galego é o que aprendemos a falar dende pequenos... non me veñan agora con academias, lusismos nin cousas polo estilo... pra min o galego verdadeiro é o que mamei, o que mamamos todos dende pequenos...

Bico!

Anárion dijo...

Que alegría que quede xente que pense coma min ^^. Estou completamente dacordo con A do outro lado da xanela, poden dicir misa se os deixa o cura pero iso e portugués, e podeslle chamar galego vangardista, neogalego ou o que queiras. O auténtico galego é e sempre será o que se fala nos pobos e aldeas nin o normativo nin formas estrañas que se inventen ou rescaten de vai ti saber cando. Só quería deixar claro isto. Non tiña intención de ofender a ninguén nin de molestar. E pido desculpas por sairme do tema a tratar.

Saudos

Galeguiño dijo...

Pois eu creo que si que é galego pero ese é outro debate.

O caso é que o texto ten razón expoñéndonos os problemas que temos todos enriba. E como moi ben dicides algúns as solucións debémolas facer entre todos.

Por certo podías haber posto cousas que só pasaran na nosa terra para darlle un toque local.

Bolchevique dijo...

La solución está clara. Socialismo!!

El problema es que actualmente casi no quedan colectivos realmente socialistas y los que hay son pequeños y están divididos o enfrentados entre ellos.

También está Izquierda Unida, bueno el Partido Comunista, para que engañarnos, o se han vendido a un precio ridículo o se están hundiendo entre las aguas del sistema.

Si el PCE tiene como objetivo el "comunismo", asumir lo que está establecido es un error, no valoro lo que "tuvo" que hacer en los años setenta, pero ya han pasado treinta años y creo que la transición ya ha tenido tiempo mas que suficiente para asentar unas bases democrátias ahora debe volver la oposición combativa.

El socialismo es el único camino!

Anónimo dijo...

A pesar de la explicativa y argumentativa aportación de "Bolchevique" sigue sin haber ninguna alternativa. A lo mejor es porque no existen.

AntonioIglesias dijo...

No tengo una alternativa tal cual. Pero seguro que entre todos si nos reunimos con calma y a base de diálogo y debate podemos conseguir una solución que parta de todos y que mejore y defienda los intereses de todos.

Para los que aún no lo sepan se llama asamblearismo y es mejor que la imposición reinante.

Além dijo...

Saudações. Um servidor traduziu o artigo do Luis ao galego e, além de que opino que pode ajudar a despertar consciências, quero comentar um par de cousas a respeito da língua.

O galego é a língua que se *falou* sempre e que se *fala* na casa. Estou de acordo. Tanto tem como o escrevas, segue a ser a mesma língua. Tanto tem que escrevas "o carballo non deixa ver a herba" ou "o carvalho não deixa ver a erva", língua que subjaz nos dous exemplos é galego, e português também. Outra cousa é discutirmos sobre se está "bem" ou "mal" escrito, mas a língua é a mesma.

Mas há um pequeno inconveniente. Como adaptas os neologismos e tecnicismos à língua que falam os labregos e pescadores? Desde a minha ótica, os portugueses, brasileiros e demais comportam-se como utentes duma língua soberana, porque apanham daqui e dali. Porém, com a normativa da RAG estamos sempre submetidos aos modismos e decisões dos falantes de castelhano e, em função disso, adaptar e mudar -ino por -inho, -ero por -eiro, etc. Isso não é uma língua, isso é um dialeto do castelhano.

Por se alguém tem curiosidade, pronuncio decisão do mesmo jeito que pronunciaria *decisión, mas sei que o fundo é o mesmo.

Se somos estritos, o único que pode cheirar a português de Portugal são os verbos que ponho rematados em -ram, por exemplo em "Os partidos políticos oficiais eliminaram com as suas palavras [...]". Isto foi uma decisão minha porque, ainda que os galegos rematemos os pretéritos em -árom, -êrom, -írom, bem se pode tomar como um jeito distinto de pronunciá-lo. O texto tem exatamente o mesmo significado com uma ou com outra variante. Depois, as formas que uso num parágrafo como "assumíndomos" não são senão gerúndios pessoais, que não se utilizam em Portugal. São formas eminentemente galegas e enxebres. De "português" nada.

Um abraço.

A l o n d r a . . . dijo...

.

Mi querido Luis, siempre tan polémico. Debo decirte que no es justo, no es justo que escribas en otra lengua, yo apenas si te puedo entender!


Besos.

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L. Celeiro dijo...

Para algo puse el link a la versión en castellano.

isia dijo...

Después de leer todo el artículo creo q no voy a ser capazde hacerte un comentario sobre todo, me temo que se me van a quedar demasiadas cosas en el tintero, pero haré lo que pueda.

Para empezar debo darte la razón en cuanto a los partidos políticos, realmente todos son iguales, algunos puede que sí defiendan una idea, como puede ser el BNG con la defensa del gallego, pero todos son en mayor o menos medida extremistas, y siguen unos principios que benefician a muy pocos y en muchas ocasiones, con los que muy poca gente puede estar totalmente de acuerdo.
También es cierto que algunos partidos o grupos, tienen ideas diferentes, q a lo mejor nos beneficiarían más a la clase media, o q ue son menos extremistas, pero nunca ganarán, y no hay que echarle toda la culpa al gobierno, ni a los mdios de comunicación, sino a la sociedad en general. Puede que tu te hayas dado cuenta de lo mal que está el mundo, puede que yo también, pero ¿cuántos más? ¿Realmente piensas que los estudiantes harían barricadas o/y huelgas para defender lo que acabas de explicar? La juventud, como toda la sociedad está influenciada por los medios, por los padres, por las compañías, la mayoría solo quiere una vida fácil, un trabajo en el que tengan que esforzarse lo mínimo posible, un sueldo decente y lo demás ya se verá. No se van a parar a reflexionar sobre si los políticos son buenos o no, sobre si miran sus intereses o los de otros, sobre si son cada vez más ricos o si no hacen más que tirarse los trastes a la cabeza sin dar nunca una solución a los problemas que le achacan a lso otros. La mayoría de los estudiantes haría esas huelgas por perder clase y mañana posiblemente vayan a votar por el PP o por el PSOE q saben q van a ganar y q su familia o amigos a seguido desde siempre.
Está muuy bien que denuncies lo mal q están las cosas, está bien que intentes hacer conciencia en la gente de todo esto, pero un escrito no basta, ni 1000 manifestaciones, ni 1000000 de informaciones, para esta sociedad hace falta mucho más.Empezar por la educación, ahí tienes razón, pero por la educación de los más pequeños, por la forma de ver el mundo que tiene la gente, por cambiar la mentalidad de comodidad que hoy en dia tienen la sociedad. Ojalá fueras capaz, fuéramos capaces de hacer pensar a los demás, pero en líneas generales no es posible, no de golpe y porrón al menos, y no por la información a adolescentes y nuevos jóvenes q solo se dejan llevar por la marea, ellos se unirán a la lucha y a los sindicatos, pero no entenderán el verdadero problema si no aprenden a ver las cosas desde otra perspectiva.

No voy a decirte q debamos quedarnos de brazos cruzado, porque no es así, tienes razón, debemso luchar por nuestro futuro, por la esperanza de conseguir un buen trabajo al acabar nuestra carrera y poder avanzar como hicieron nuestros padres, pero para eso hay q cambiar la mentalidad de la población, y, aunque se haya echo muchas veces en al historia, nunca ha sido de golpe y porrón, esto es un trabajo que va a llevar décadas, q nosotros posiblemente no viviremos para ver, o que llegaremos a ver los cimientos, pero no podremos conseguir que mañana este mundo cambie.



Cambiando de tema me gustaría darte las gracias por haberte pasado por mi blog, decirte de vez en cuando yo también escribo algún artículo de crítica a la sociedad y si quieres leerlos tienes el enlace a mi space en mi blog, y decirte que espero que te gusten mis poemas y demás publicaciones.

Un saludo

Anónimo dijo...

El problema es que no hay alternativas razonables y organizadas a nivel nacional a los cuatro partidos.

La mera organización de colectivos locales en las principales ciudades en forma de asambleas o centros sociales, aunque necesaria, no es una oposición real al sistema.

AntonioIglesias dijo...

Pues va siendo hora de que algún colectivo de un impulso a una iniciativa alternativa y nueva que diga de una vez que somos la Izquierda y que tenemos ideas y estamos dispuestos a defenderlas.

Anónimo dijo...

¿Por qué no hay alternativas políticas serias?, ¿por qué no existen manifiestos concretos para la reforma política?

¿Por qué la "izquierda" no es capaz de unnirse en base a unos puntos mínimos y se dedica a discutir sobre matices inútiles?